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Presidentes do Brasil
Artur da Costa e Silva
Artur da Costa e Silva nasceu em Taquari (RS), em 3 de outubro de 1899. Militar, participou do movimento tenentista em 1922 e se juntou às forças que lutaram contra a Revolução Constitucionalista de São Paulo, em 1932. Foi promovido a general-de-divisão em 1961.
Costa e Silva foi um dos principais organizadores do golpe que derrubou o presidente João Goulart, em 1964. Fez parte do Comando Supremo da Revolução e durante o governo Castelo Branco (1964-1966) foi ministro da Guerra. Na eleição indireta de 1966, se candidatou pelo partido do governo, Arena (Aliança Renovara Nacional). O partido da oposição, MDB (Movimento Democrático Brasileiro), se negou a participar da votação. Em 3 de outubro de 1966, foi eleito presidente da República pelo Congresso. No governo Costa e Silva, o movimento de oposição ao regime militar cresceu e foi criada a Frente Ampla, que propunha a luta pela redemocratização, a anistia, eleições diretas para presidente e uma nova constituinte. O ano de 1968 foi marcado por protestos e manifestações de estudantes. Eles criticavam a falta de verbas para a educação e o projeto de privatização do ensino público. Os protestos aumentaram com a morte do estudante Edson Luís, num conflito com a Polícia Militar no Rio de Janeiro. O ambiente político ficou mais tenso. O governo proibiu os membros da Frente Ampla de se reunirem ou se manifestarem. A repressão política e os baixos salários motivaram duas importantes greves, em Contagem (MG) e em Osasco (SP). Alguns grupos de esquerda escolheram a luta armada como forma de combate ao governo. Em São Paulo, ocorreram várias ações contra o regime militar, como a explosão de uma bomba no consulado americano, o assalto a um trem pagador, em Jundiaí, e o roubo de armas do hospital militar do Cambuci. Em outubro de 1968, a União Nacional dos Estudantes (UNE) realizou um congresso clandestino (às escondidas) em Ibiúna (SP), que resultou na prisão dos líderes estudantis. Em 13 de dezembro de 1968, o governo decretou o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que fechou o Congresso e cassou o mandato de diversos parlamentares. Na área econômica, o governo de Costa e Silva foi de crescimento, com expansão industrial, facilidade de crédito e controle da inflação. No campo administrativo, o governo criou o Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Em 30 de agosto de 1969, o presidente se afastou do cargo por problemas de saúde. O Alto Comando das Forças Armadas impediu a posse do vice-presidente, Pedro Aleixo, sucessor natural de Costa e Silva, e colocou no poder uma junta composta por ministros militares. Costa e Silva morreu no Rio de Janeiro, em 17 de dezembro de 1969, em conseqüência de uma trombose cerebral.
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